Anvisa aprova versão oral do Wegovy para tratamento da obesidade

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Anvisa aprova versão oral do Wegovy para tratamento da obesidade
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou nesta quarta-feira (4) a versão oral do medicamento Wegovy, à base de semaglutida. Até então, o remédio só era comercializado no Brasil na forma de solução injetável aplicada por via subcutânea. A nova apresentação é a primeira do tipo a ser aprovada no país entre os medicamentos agonistas do hormônio GLP-1 para o tratamento da obesidade.

O comprimido deve ser tomado uma vez ao dia, com dose inicial de 1,5 mg, que é aumentada gradualmente para 4 mg e 9 mg até chegar à dose de manutenção recomendada, de 25 mg. Segundo a bula, o paciente deve ingerir o remédio em jejum, com um pouco de água, e aguardar pelo menos 30 minutos antes de se alimentar, beber ou tomar outros medicamentos.

A indicação é para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como complemento a uma dieta saudável e à prática de atividade física. A Anvisa afirma que a semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar, o que resulta em redução do peso corporal e melhora de parâmetros metabólicos ligados à doença.

Para a agência, a nova forma farmacêutica amplia as opções de tratamento para pacientes e profissionais de saúde. Entre as possibilidades está a troca entre as versões oral e injetável, quando houver indicação clínica e de acordo com as orientações da bula.

A decisão se baseou principalmente no estudo clínico de fase 3 OASIS 4, que testou a dose oral de 25 mg em adultos com obesidade ou sobrepeso e comorbidades. Ao longo de 64 semanas, o grupo que recebeu o medicamento teve perda média de peso corporal superior a 13%, resultado significativamente melhor que o do grupo placebo. O tratamento também melhorou diversos marcadores de saúde cardiometabólica.

A obesidade é classificada como doença crônica, progressiva e multifatorial. Ela está associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares e apneia obstrutiva do sono.

Com informações de Agência Brasil.