
A urna eletrônica fica desligada da internet durante toda a votação. Por isso, um eventual ataque remoto pela rede não consegue acessar diretamente o equipamento.
Mas a segurança não termina quando o eleitor aperta a tecla “Confirma”. Existe uma série de procedimentos antes, durante e depois da votação para garantir a segurança do processo. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, explica como essas etapas funcionam.
(ministro Nunes Marques) “O caminho do voto não começa na cabine de votação. Muito antes de o eleitor apertar o botão confirma dentro da cabine, a Justiça Eleitoral já percorreu longa jornada de preparação, execução e fiscalização, construída para assegurar o registro exato do sufrágio.”
No dia da votação, às cinco da tarde, no horário de Brasília, a urna encerra a votação e imprime o Boletim de Urna. O documento mostra a quantidade de votos registrados naquela seção, incluindo os votos válidos, brancos e nulos. Uma das vias fica afixada no local de votação, tornando público o resultado daquela seção.
Depois, o arquivo com os dados é retirado da urna e levado a um computador preparado para fazer a transmissão. A conexão com a Justiça Eleitoral é criptografada. A urna continua sem internet e não faz essa transmissão diretamente.
Quando o arquivo chega aos sistemas da Justiça Eleitoral, são feitas várias verificações para confirmar a origem e a autenticidade dos dados.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explica como essa etapa funciona e o que, na prática, significa a chamada totalização dos votos.
(Júlio Valente) “No dia da eleição, a urna eletrônica coleta os votos de todos os eleitores. Quando chegam as 17 horas, os mesários iniciam os procedimentos de finalização daquela urna eletrônica. Depois, sai de cada urna eletrônica, vai para um computador para transmissão. Essa transmissão manda esse resultado para o TSE em Brasília, onde ele é somado com os outros resultados das outras sessões eleitorais.”
E esse processo também pode ser conferido: os resultados de cada seção ficam disponíveis para consulta, permitindo comparar os dados usados na totalização com os Boletins de Urna.
A fiscalização acontece em diferentes momentos e envolve partidos políticos, Ministério Público, OAB, Congresso Nacional e outras entidades autorizadas a acompanhar o processo. Antes das eleições, os sistemas também passam por testes públicos de segurança, nos quais especialistas procuram identificar possíveis vulnerabilidades.
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